Acolher é abrir o coração a si mesmo e ao outro. “Acolher antes de ser uma tarefa, é uma atitude. Uma atitude vai sendo cultivada cada dia até se tornar um hábito...” Quem faz exercícios diários de acolhimento está em contínuo processo de educação.O acolhimento deve ser praticado no dia-a-dia, em casa, na escola, no trabalho, no lazer e na Igreja, é uma atitude, algo espontâneo, que deve brotar do coração das pessoas.
Como praticar a acolhida num mundo que parece cada vez mais egoísta, individualista, violento? O individualismo exacerbado forjado pela urbanidade crescente é o acionador de comportamentos fechados, onde as pessoas vão se tornando ilhas, isoladas, criando cães, gatos e outros animais, como se estes estivessem mais sensíveis à escuta e à amizade dos homens e mulheres, do que os próprios seres humanos.
Vivemos numa sociedade marcada pela não-escuta. E isto gera violência. O ser humano que não tem o direito de comunicar (ser acolhido) respeitado, não é reconhecido como pessoa, acaba manifestando a insatisfação e isso se traduz através de explosões emocionais: em casa, no trabalho, na revolta inexplicável com os outros, na vontade de fazer qualquer coisa agressiva para dizer “eu estou aqui, leve-me em consideração”.
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Acolhida é uma atitude de relação humana. É a comunicação entre pessoas entrando em sintonia, dialogando, se expressando em gestos, enfim, estabelecendo elos de união com Deus, com os irmãos e o meio ambiente. Atualmente as relações são marcadas por imensas dificuldades, em todos os sentidos. A sociedade sofre mutações constantes e velozes. A sensibilidade de cada um vai se modificando e com ela, os hábitos de vida, tornando um grande problema de relacionamento, quer na família, nos negócios, com os amigos, no ambiente de trabalho, na escola, etc.
Não se pode esquecer que acolher é se sentir mais responsável e passar a comunicação que nasce do olhar, do sorriso, do aperto de mão e da cortesia.