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terça-feira, junho 28, 2011

Vamos ser como a natureza?


Vamos ser como o sol, que não possui nenhuma lista de endereço para enviar seus raios luminosos, ilumina e aquece o bom e o mau.

Há muita noite triste por aí pedindo quem lhe leve o sol da alegria.

Vamos ser como a chuva que não tem mapas, com limites e fronteiras, para delimitar o campo a ser regado.

Há tanta vida seca por aí esperando uma gota de ternura.

Vamos ser como a fonte sempre ao alcance de qualquer um que estenda a mão, a mão ansiosa, em concha preta ou branca, velha ou jovem, pouco importa.

A fonte é uma perene oferta borbulhante.

Há tanta gente sequiosa por aí, pedindo quem lhes leve às águas da verdade.

Vamos ser como a árvore, que não recolhe os galhos com seus frutos, quando chega algum pobre e seus ramos oferta a qualquer ave que queira fazer neles seu ninho, quer seja canarinho de bom canto ou, talvez, um pardal barulhento.

Há tanto sofrimento por aí, buscando um terno abraço no qual possa aninhar sua dor.

Vamos ser como a irmã terra, que não vê cara ou nome, conta bancária ou posição social: acolhe em si, em si abraça e em si fecunda a semente que cai, sem nunca olhar a cor da mão que a lança.

Há tanta terra boa por aí, que espera quem lhes leve uma semente, semente de palavra e boa ação.

Vamos ser como as aves e as cigarras, que dão concertos grátis para todos, sem reclamar direitos autorais.

Há tanto desespero por aí, na espera ansiosa de quem lhes cante um hino de esperança.

Vamos ser como a lua e as estrelas, que ornam o céu e enfeitam a noite.

Há tanta noite escura por aí, à espera da luz benfazeja de nosso amor.

Então, vamos ser todos, vida afora, assim, gratuitamente, alegremente, eternamente: sol, terra, chuva, árvore, fonte, lua, estrela e ave.

Que alguém possa dizer que foi feliz, ao menos um segundo em sua vida, porque passamos pelo seu caminho.'

(Autor desconhecido)

sábado, agosto 14, 2010

Jardim da vida...

Uma criança brincava no parque com sua mãe, quando avistou próximo dali um lindo jardim. Flores coloridas, brancas, vermelhas, rosas e amarelas a convidavam a brincar. A criança, sem pensar, olhou para aquelas belas flores e saiu correndo pelo parque em busca do jardim. Só que, no caminho, tropeçou em uma pedra e caiu, e ao cair chorou, e ao chorar teve socorro. Um senhor que estava ali, vendo a criança em desespero, aproximou-se e sentou-se carinhosamente ao seu lado. - Você está bem? - disse o homem. - Eu caí quando tentava chegar ao jardim. Caí e estou triste, acho que vou desistir de ir para lá. - Disse a criança chorando. O homem olhou penalizado e com doçura disse: - Meu bem, um dia, há muito tempo, eu também caí ao buscar o jardim. Caí, e não mais me levantei, eu desisti. Desisti do motivo maior que me impulsionava. A chama que havia em meu peito gritava: "Vá, acredite!" Mas eu não fui. Caí e desisti. Abandonei o que minha alma tanto buscava. Sofri e aprendi. Ouça: Ali na frente, você vê um jardim. Você sente que é lá que você prefere estar. Uma voz dentro de você diz: "Seja, vá, acredite!" Mas, lembre-se filho, sempre haverá pedras em seu caminho. A criança, mais calma, olhou para o homem e perguntou: - Porque as pedras? O caminho não poderia estar livre? O homem olhou nos olhos da criança, um olhar tão sincero e sereno que a criança sentiu-se amparada e protegida, então o homem falou: - Todos podem chegar ao jardim... Todos. Mas as flores são sensíveis e delicadas. Por isso precisam ser protegidas de pessoas despreparadas que poderiam destruí-las. A natureza colocou pedras no caminho para permitir que só aqueles que tiverem a sensibilidade de entender que as pedras não foram feitas para impedir a chegada, mas para serem contornadas, cheguem até lá! A criança enxugou as lágrimas, levantou-se e continuou em busca do jardim.
(Autoria por mim desconhecida)