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domingo, agosto 22, 2010

Nós mulheres....

Recebi essa linda mensagem por e-mail(autoria não mencionada), não resisti e resolvi postar aqui no meu blog porque combina com o meu momento atual...

“Dizem que a uma certa idade, nos fazemos invisíveis, que nossa atuação na cena da vida diminui e que nos tornamos inexistentes para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens. Eu não sei se me tornei invisível para o mundo… pode ser, porém nunca fui tão consciente da minha existência como agora, nunca me senti tão protagonista da minha vida e nunca desfrutei tanto cada momento da minha existência. Descobri que não sou princesa dos contos de fada. Descobri o ser humano sensível que sou e também muito forte. Com suas misérias e grandezas. Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e não corresponder às expectativas dos outros. E apesar disso… Gostar de mim! Quando me olho no espelho e procuro quem fui… Sorrio àquela que sou… Me alegro do caminho andado, assumo minhas contradições. Sinto que devo saudar a jovem que fui, com carinho, mas deixá-la de lado porque agora me atrapalha. Seu mundo de ilusões e fantasias já não me interessa. É bom viver sem tantas obrigações. Que bom sentir um desassossego permanente, causado por correr atrás de tantos sonhos. Que bom ser inteira com a nova imagem que me fita hoje, quando me olho no espelho.”

terça-feira, julho 27, 2010

BELOS TEMPOS...


Você ainda lembra, amigo, como os caminhos do certo e do errado eram tão bem demarcados que as escolhas não deixavam dúvidas, nem se justificavam em questionamentos? Sem querer fazer a apologia do antigamente, tudo era sólido e definido naquela época.

Os valores eram passados de geração em geração como preciosidades tribais que seriam o norte da existência inteira.
A autoridade amorosa do pai, a firme ternura da mãe, o apoio certo e afetuoso dos irmãos formavam o círculo de proteção em que a família crescia como um todo, fazendo crescer, também, cada um de seus membros.
E as amizades feitas para toda a vida?
E os grandes e belos amores em que as moças eram princesas e os rapazes cavaleiros andantes a serviço delas?Havia uma ordem natural das coisas apontando estradas e definindo rumos, sem jamais excluir o romance e o sonho tão necessários à alma.É certo que a perfeição não era alcançada, mas, pelo menos, as gerações eram rios que corriam para o mar e não se perdiam nos desertos.

Hoje o mal está solto. Meninos se drogam e se matam apenas porque torcem por times contrários. As moças dos bailes funks são chamadas de "cachorras" e se orgulham disso.

Pais e filhos guerreiam como adversários.

E a poesia? Onde anda a poesia?

E o romance? Em que brejo se esconde?

O que pode iluminar a escuridão destes tempos? As lembranças.

Nada nos pode tirá-las, pois as vivemos. Como deixar de sorrir ao lembrar aquela mocinha ensinando-me dançar o bolero, dois pra lá, dois pra cá? E o primeiro beijo da primeira namorada enternecendo-me toda vez que o recordo? E meus grandes amigos, que cresceram comigo e, até hoje, são meus grandes amigos?

Vivemos em mundos paralelos: o de agora, em que assistimos estáticos o caos, e o de antes, quando
sonhávamos, sonhávamos e sonhávamos. ..

O sonho acabou? Não, ele apenas está guardado e retorna todas as vezes em que precisamos de um sorriso.

(Alberto Cohen)